A Natura pretende se tornar a maior marca de cosméticos naturais do mundo

A brasileira Natura está prestes a se tornar a quarta empresa cosmética do mundo com o desafio de “conciliar o progresso econômico e a proteção do meio ambiente” em um país, vítima do desmatamento, como afirma seu CEO, João Paulo Ferreira. A Natura já depois da compra da Avon em 2020 a 4ª maior empresa de cosméticos e caminha para ser a maior no setor sustentável em todo o mundo.  Fazer pedido da Natura também é algo que cresceu entre as revendedoras, demonstrando como a base de consultores e consultoras ainda é uma das bases da marca.

O diretor executivo acredita que uma das principais razões para o sucesso da Natura é a grande riqueza da biodiversidade do Brasil, especialmente da Amazônia, onde o grupo forjou parcerias com comunidades locais para extrair essências naturais.

O diretor da Natura estima que as atividades de sua empresa protegeram 1,8 milhões de hectares na Amazônia, “quase metade dos Países Baixos”. Como exemplo, cita aucuba, o fruto de uma árvore amazônica conhecida como noz-moscada masculina (Virola surinamensis) encontrada na composição de muitos dos produtos do grupo. Segundo ele, a coleta dessa fruta triplicou a renda das comunidades locais sem ter que cortar nenhuma árvore. “Isso mostra que é possível criar riqueza mantendo a floresta de pé”, insistiu ele.

Para Paulo Branco, pesquisador da Fundação Getulio Vargas (FGV), “a Natura enfrenta um dilema permanente: como manter uma lógica de crescimento consistente ao mesmo tempo em que os ecossistemas e comunidades locais são respeitados?”. Ele considera que a Natura é uma empresa pioneira no Brasil. O fundador da Natura, Luis Seabra, abriu sua primeira loja em 1969 e o grupo foi crescendo com um modelo de venda direta.

Luis Seabra tornou – se um dos homens Mais ricos do Brasil e a Natura & Co foi criada em 73 países, com 32.000 funcionários, 6.600 deles no Brasil.

Perspectivas da Natura para a Expansão internacional

Em 2018, o grupo registrou um volume de negócios de R$ 13 400 milhões (cerca de 3300 milhões de euros / 3683 milhões de dólares), um aumento de 35% em relação ao ano anterior. No entanto, o lucro líquido caiu 18% para os RE 584,4 milhões, principalmente devido à absorção da dívida da britânica The Body Shop, adquirida em 2017.

Em maio passado, a Natura também adquiriu outra marca icônica, A Americana Avon.

Quando esta transação for aprovada pelos acionistas de ambos os grupos e pelas autoridades de concorrência, a Natura & Co tornar-se-á o número quatro Mundial da cosmética, atrás do grupo francês L’Oreal, do americano Procter & Gamble e do Angloholandês Unilever.

Uma expansão que os investidores da Bolsa de valores de São Paulo aplaudem: o preço das ações do grupo brasileiro é agora o dobro do preço de um ano atrás. “Dez anos atrás, 95% do nosso negócio estava no Brasil. Mas durante esta última década, vivemos um forte crescimento na América Latina e um terço de nossas atividades estão fora do Brasil”, disse o CEO.